Reforçadores: O que são e como usá-los!?

Quem já conhece a intervenção em ABA, sabe que o uso de reforçadores (uma prática baseada em evidência) é o ponto central desse tipo de terapia. Um reforçador de modo simplificado é item de preferência da criança (pessoa), que funciona como uma “recompensa” a um comportamento desejado. No entanto, um item só é um reforçador, se sua apresentação aumenta a chance de um comportamento alvo ocorrer novamente. Por exemplo, se você quer reforçar a resposta de olhar no olho e apresenta bolha de sabão, após criança emitir a resposta “correta”, e essa criança não gosta de bolha de sabão, muito provavelmente ela não vai aumentar a resposta de olhar nos seus olhos, enquanto você estiver com uma bolha de sabão na mão. O processo do reforçamento ocorre com qualquer indivíduo, no entanto, para cada pessoa/ criança, os reforçadores vão variar, podendo ser itens arbitrário como acesso a eletrônicos, a simplesmente um sorriso do seus pais. Quando uma criança neurotípica fala as primeiras palavras, por exemplo, os pais costumam sorrir, dar atenção, repetir o que a criança fala, e isso acaba reforçando o comportamento de falar mais palavras. O reforço social, ou recompensa verbal são, geralmente, suficientes para reforçar os comportamentos dessas crianças. No entanto, se a criança está dentro espectro autista, ela pode não é tão sensível ao reforço social e precisamos começar o trabalho com reforçadores tangíveis (arbitrários), ou seja, brinquedos, atividades preferidas, vídeos, etc, para conseguir aumentar a resposta dela de falar palavras com sentido. Comumente, usamos brinquedos e objetos juntamente com recompensas verbais “isso ai”, “muito bem”, “perfeito”, “incrível”, pois nosso objetivo é que o reforço tangível seja substituído pelo social, no caso, por recompensas verbais. Começamos reforçando um comportamento por vez, depois aumentamos para 3, 6, 9 respostas para dar acesso a um reforçador (geralmente usando fichas), e por fim retiramos fichas arbitrárias do procedimento e trabalhamos com reforços mais naturais: recompensas verbais, jogos ao fim de um grupo de atividades, etc. Publicado em 18.02.16 e revisado em 03.04.24

Ensino em ambientes naturais usando Terapia ABA é possível?

O ensino naturalístico é uma prática baseada em evidência que utiliza o ambiente natural e interesse da criança para promover a aprendizagem. Essa é a principal estratégia para se treinar generalização que seria responder em diversos ambientes, para diversas pessoas, múltiplos estímulos e respostas). Algumas pessoas ficam confusas e chegam a pensar que trabalhar em ABA significa trabalhar na mesinha. As famosas tarefas em mesinha no ensino em ABA é apenas uma forma de intervenção nessa abordagem. As Tarefas aplicadas na mesinha podem ser realizadas no chão, em momentos de brincadeira, na escola, em casa etc. O ideal para muitos pacientes é integrar os dois formatos de ensino (estruturado e naturalístico) O ensino naturalístico nada mais é do aproveitar situações em que a criança está interessada em algo (um brinquedo, por exemplo), e utilizar essa motivação para ensinar. Através do ensino em ambiente natural são infinitas as possibilidades de contextos para aprender. É uma estratégia comum para treinar pedidos funcionais, para iniciar e melhorar interação social, ampliar resposta de brincar, realizar atividades do dia a dia de forma autônoma etc. No contexto mercado, pode exemplo, pode ser ótimo para trabalhar tolerância como esperar em uma fila, e receber negativas em relação a coisas que ela quer, fazer pedidos, ajudar a pegar itens e colocar no carrinho, ajuda na seleção do valor para pagar a conta. No contexto escola, pode ajudar no seguimento de rotinas e regras na escola, tolerância me permanecer na roda, ou em atividades, esperar momentos livres no parquinho, interagir e se comunicar com pares etários, fora todas as habilidades acadêmicas trabalhadas nesse contexto (letras, números, grafia, desenho, entre outros). Aproveitar situações em que a criança está motivada, criar uma demanda para a resposta dela, dar dicas, e consequenciar a resposta com reforço social ou até acesso a itens de interesse da criança, são componentes fundamentais para aprendizagem em ambientes naturais.  pensados quando se ensina, mesmo em ambientes naturais. Publicado em 17 de março de 2026, e atualizado em 03.04.24